Vejo Luanda da janela do Boeing 777 em que me encontro. Confesso que tenho medo de viajar de avião; por isso, espreito receosa e com vertigens a Luanda que surge lá em baixo. Rezo para que a aterragem seja suave. Tenho de perder este medo! Este medo irracional que me impede de apreciar a beleza das paisagens do mesmo ponto de vista das aves. Mas que fazer? Todo o meu corpo entra em choque. O coração bate fortemente e o sangue corre rapidamente pelas minhas veias. As mãos transpiram e o corpo esvazia-se de gravidade. Contorço-me no banco enquanto avião inicia movimentos bruscos. Suspiro a cada sacudidela. Limito-me a esperar que estes minutos passem rápido. Sinto as rodas tocarem no solo. O ruído dos motores aumenta. Um grito de alívio percorre-me o corpo. Já aterramos. O avião trava até a paragem definitiva. Sinto uma felicidade enorme percorrer-me o corpo. A vontade de sair do avião é imensa. Desejo fortemente que os próximos 30 dias sejam inesquecíveis. Abraço as minhas companheiras de viagem. A Vitória e a Felicidade. Ambas regressam a Angola finalmente. Hà muito que anseiam este regresso! Mas esperaram e esperaram pelo reencontro. Mas tudo se transforma em Amor.
Nos trilhos do amor - a terra nova escrito em quinta 27 novembro 2008 22:28
O Casamento de Lueji com Leão escrito em quarta 26 novembro 2008 02:41
Yeshoua! Encontrei-Te e decidi de livre vontade proclamar o teu amor. Eu Sou O Que Sou! Filha de Deus! - LD
15 de Dezembro de 2009
Olho pela janela o dia lindo que brinda o nosso casamento. A nossa bébé ainda dorme! O vestido dela permanece no cabide. E os sapatinhos de veludo acetinado brilham ao som de um bailado. Pendurado na porta os laços na cor lilás esperam o penteado que te irei fazer. Saio do teu quarto em direcção ao meu. Já me aguardam a Luci, a Tânia e a Tamara. Expulsaram Leão do quarto. Ele foi encaminhado para os anexos da casa onde o aguardam alguns amigos. No quarto o cheiro do meu vestido é forte. Dispo o robe e olho-me ao espelho. Os meus olhos estão brilhantes! Muito brilhantes! O meu sorriso transparece o coração. Um coração pleno de amor. Toco o ventre. Sei que estou grávida. Tenho a certeza. Desta vez não preciso de fazer nenhum teste para comprovar. Acaricio-te e baixinho digo o teu nome: Mateus! Vais ser o maninho da nossa bébé. O meu vestido é uma autêntica peça de arte. De cor lilás pontuado por brilhantes que formam borboletas e flores. O meu vestido um autêntico jardim florido e perfumado. Dispo o robe para me vestir. De pé e nua deixo o vestido escorregar em mim. Que bem que sabe o toque da seda e do cetim. Maquilham-me. Penteiam-me o cabelo que se enche de flores e borboletas brilhantes.
-Olha para ti, mana. Estás linda. O Leão vai morrer ao ver-te. Olho para o espelho e sorrio. Afinal já tinha visto tudo isto em sonhos. Sonhei tudo isto. E agora belisco-me e acredito que é realidade. Hoje é o dia do meu casamento com o homem que amo. E que quero para toda a vida. Hoje vou dizer: SIM. Sim aceito-te! Sim sou Feliz agora e para todo o sempre! Sim somos felizes.
Obrigado por me amares tanto!
Quero comprar um bmw x5 escrito em domingo 23 novembro 2008 21:20
Como fénix nas cachoeiras do keve....renasci escrito em domingo 23 novembro 2008 12:38
Sim, renasci. Mais mulher, mais rainha, mais eu. Contemplei a minha face espelhada na água da chuva que se acumulou nesta gruta onde me encontro. Arranquei a pele tocada por ti. Arranquei os cabelos um a a um. E as unhas que guradavam restos da tua pele arranquei-as com os dentes. Sangrei! Caí sobre a poça de sangue. E deixei-me estar sobre ele até secar. Fiquei a contemplar o passar dos dias desta gruta escura. E um dia acordei e o meu cabelo estava mais brilhante que nunca. As minhas unhas renasceram. A minha pele parece veludo de tão suave. Renasci das cinzas. Renasci da lama...e aqui estou. Mais mulher! Mais EU! Mas agora com asas..voo para fora dessa gruta que me serviu de cova. E esmagada pela luz do dia mergulho nessa cachoeira de águas límpidas.
Lueji num bosque escrito em sábado 22 novembro 2008 07:28
Rendo-me à beleza destas paisagens angolanas. Este bosque de imbondeiros protegem-me. Mas não me completam faltas tu. Diz-me como posso sobreviver sem ti. Porque na tua ausência sufoco neste bosque; falta-me o ar. Os macacos saltam de árvore em árvore e eu mergulho vestida nesta represa onde me deixaram a carpir. Mergulho e no fundo da água recuso-me a subir. Debaixo de água tudo parece mais calmo e até posso garantir que consigo inspirar. Experimento e logo me vejo a sufocar novamente. E a subir rapidamente à superfície volto a não ter ar. Dá-me um beijo, faz-me respiração boca-a-boca...deixa-me inspirar-te para dentro de mim, para que nunca mais me falte o ar.














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