Empurrada pela mão divina percorri os ceus buscando-me e não me encontrei. assustei-me porque estava certa do meu paradeiro. duvidei e o sol queimou-me as certezas. o fogo fez cair em mim a humilhação que me consumiu o oxigénio do eu. deixei de parecer para ser apenas o que sou. enfrentei o ódio que persistia em me fazer sua. enfrentei a raiva que me consumia. neguei ser consumida e aceitei a humilhação como uma prova de fogo do coração. baixei a cabeça e envergonhada chorei. Na dor apercebi-me de um interior que desconhecia. as pernas tremulas não aguentaram o peso da culpa e do remorso. De joelhos no chão e mãos entrelaçadas confessei-me aos ceus. pedi perdão e cruzei-me comigo. num tempo fugaz agarrei a imagem de um futuro. Vi-me e acreditei ser eu. aceitei o desafio da alma. persisto na certeza de um futuro que visualizei. Sei que os sonhos se realizam...sei que o entusiasmo nos dá certeza de um caminho...desejo e quero muito encontrar-me.
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